A Decadência dos Shoppings nos EUA

A Decadência dos Shoppings nos EUA

De acordo com levantamentos feitos pelo Banco Credit Suisse, cerca de 20% a 25% dos shoppings americanos devem fechar as portas até o ano de 2022. Isso quer dizer que de 240 a 300 dos grandes espaços correm risco de declarar falência e encerrar suas atividades.

Decadência dos shoppings

A decadência vem ocorrendo porque há alguns anos o número de pessoas que frequentam shoppings tem diminuído e, de acordo com as informações concedidas pelo Conselho Internacional de Shopping Centers, já é um fenômeno estrutural.

Um dos problemas é fechamento das lojas físicas, chegando a 3.600 lojas só neste ano, podendo chegar a 8.640 até o final do ano de acordo com a estimativa do banco. O principal motivo? A concorrência com as lojas virtuais, que oferecem maior comodidade, agilidade e promoções.

Se o número de lojas fechadas for igual ao da previsão, só este ano a quantidade de fechamentos excederá 4 vezes mais que o total de 2016. Até então o ano de maior número registrado tinha sido o de 2008, com 6.163 lojas encerradas.

Aqui no Brasil, de acordo com pesquisas realizadas pelo Ibope inteligência, 20 shoppings que foram abertos em 2016 atuam com mais da metade de suas lojas fechadas – 55%. Os números superam os dos centros comerciais que foram abertos entre 2013 e 2015, que registraram que 45% das lojas estavam vazias. No ano passado o número de lojas vazias em shoppings consolidados foi de 8,5% enquanto em 2015 foi de 9,1%.

Comércio no meio eletrônico

Analistas do Goldman também apontam a mudança no modo de consumo trazida pelo comércio eletrônico, que tem servido como um grande estimulante para que essa transformação ocorra.

Existe uma grande disparidade no ritmo de crescimento das lojas. As físicas tem uma base de crescimento de apenas 1% a 2% por ano, enquanto as lojas online crescem entre 15% e 14%. Além disso, ainda tem o aumento de compras realizadas via smartphone, que representa 30% do mercado atual, tendo em vista que 91% da população americana tem acesso constante a seus celulares todos os dias.

O êxito do mercado varejista virá da junção entre o físico e virtual, já que existem muitas pessoas que olham produtos em lojas físicas e finalizam a compra pela loja virtual ou vice e versa.

A previsão do Credit Suisse é que a fração do comércio eletrônico correspondente a venda de vestuários que atualmente ocupa 17% do mercado passe para 37% em 2030.

Outro motivo é o crescimento dos chamados Outlets (mercados de vendas a varejo, em que produtores e indústrias vendem seus produtos com preços mais baratos, diretamente para o público), que em geral ficam fora dos shoppings (geralmente se encontram na saída de grandes cidades ou regiões) e estão ganhando o mercado.

Como você pode ver, o momento está cada vez mais propício para investir nos famosos e-commerces e unir o real com o virtual. Que tal integrar sua loja física com a loja online?